26 agosto 2007

WINDY CITY

Chamam-lhe assim porque Chicago é apanhada pelos ventos do Lake Michigan que, uma vez canalizados pelos "túneis de vento" criados pelos arranha-céus, atingem velocidades significativas que, ainda assim, não perturbam o quotidiano de uma das principais metrópoles norte-americanas.
Considero Chicago uma das cidades mais interessantes dos EUA. E falo apenas da downtown porque não conheço os arredores (e pelos relatos que tenho ouvido, ainda bem).

O centro nevrálgico de Chicago é constituído por dois grandes núcleos: o Loop e a Magnificient Mile. O primeiro concentra alguns dos edifícios mais altos do Mundo de entre os quais se destaca a imponente Sears Towers com 113 pisos devorados em apenas um minuto por uma dúzia de elevadores que nos levam ao Skydeck, de onde conseguimos ver três Estados Americanos se o tempo ajudar.

O segundo é o paraíso das senhoras... e não só. Ao longo de cerca de uma milha de quarteirões podem encontrar-se lojas para todos os gostos. Desde a Cartier à North Face, da Hermés à Apple, dificilmente, não encontramos oferta para o que procuramos. E é aproveitar enquanto o dólar está baixo!

Não experimentei, mas vi-os por lá e fiquei curioso. É uma forma interessante de visitar a cidade - Bobby's Bike Hike
Chicago é uma cidade rica, culta e educada. As pessoas são simpáticas, as ruas estão limpas, não se sente insegurança (no centro) e respira-se civismo. Gostei e irei repetir.

18 agosto 2007

MILHO TRANSGÉNICO

Ontem vi uma notícia que considero extraordinária. Dizia a pivot da SIC Notícias que um grupo de jovens tinha destruído um hectare de milho transgénico numa manifestação ali para os lados de Silves. Efectivamente, eram jovens. Mas o que as imagens mostraram nada tem a ver com uma manifestação. Poderia chamar-lhe crime, mas estaria a dar um estatuto demasiado elevado aos manifestantes, como tal, prefiro chamar-lhe freak show.

Um bando de freaks foi a Silves destruir a fonte de rendimento de uma família que cometeu um erro: trabalhar bem. Trata-se de uma plantação de milho transgénico, devidamente, planeada, autorizada e acompanhada pelas autoridades competentes.

Os freaks destruíram o sustento do agricultor proprietário e dos respectivos trabalhadores e destruíram muito mais. Não há dor maior para um agricultor, que perder uma colheita. A única vez que vi o meu avô chorar foi quando um incêndio (provavelmente, provocado por um qualquer outro freak) lhe destruiu um pequeno olival. Não é só o valor material da perda, é o suor, é o sacrifício que a agricultura obriga. É o prazer de fazer algo nascer, crescer e produzir. No caso do meu avô para poder dar, no caso desta família algarvia, para poder comer.

E é isto que os freaks não percebem. Não percebem o significado destas palavras porque viver é fácil - em Portugal subsidiam-se os inúteis. Difícil é viver com dignidade.

A pérola da reportagem acontece quando, depois de destruírem o campo de milho, aparece um freak a troçar de um agricultor. Freak, és um triste.

Agora que a GNR não conseguiu impedir o mal maior (se o tivesse conseguido não faltariam as vozes a condenar a violência contra os coitadinhos do costume), resta acreditar que a justiça funcione.

16 agosto 2007

RED BULL AIR RACE

É no próximo dia 1 de Setembro no rio Douro entre as margens das ribeiras do Porto e de Gaia. Consiste numa pista de slalom construída com enormes insufláveis que levam os pilotos a acrobacias espectaculares. Quem quiser ir para o maralhal não paga, quem quiser evitar o granel paga, pelo menos 100 eur.

15 agosto 2007

OLA KALA, Les Arts Sauts

Esta noite fui ao circo! Ainda há dias comentava que o circo, na sua forma "tradicional", deveria ser proibido pela decadência que representa. Os maus-tratos aos animais, a falta de higiene resultante das precárias infra-estruturas (nome pomposo para as roulotes presas por arames), os miseráveis salários dos artistas e até a insegurança que arrastam pelas terras por onde passam. Há uns anos, enquanto apresentavam queixa de um assalto a um carro, os meus pais ficaram a saber pela polícia, que é uma constante sempre que há um circo por perto (como era o caso), nomeadamente, quando estão de partida.

Mas o circo que fui ver hoje é bem diferente. Não tem leões brancos, nem apelido Cardinali. É um circo composto, exclusivamente, por trapezistas que, durante uma hora desafiam a gravidade, fazendo-nos acreditar que têm um domínio diferente sobre o elemento AR.

O cenário está bem conseguido e os homens e mulheres voadores fazem coisas impossíveis. Mas falta qualquer coisa. Falta elegância nos movimentos, falta harmonia... falta uma coreografia mais cuidada.

Talvez seja um erro comparar estes dois géneros diferentes de circo mas, depois de ter visto dois espectáculos do Cirque du Soleil, em que o detalhe faz a diferença, fica a sensação que o espectáculo que vi hoje poderia ser bem melhor. Vão ver e digam o que pensam.

É o circo OLA KALA e estará no CCB até 26 de Agosto: 17 eur.