Ontem vi uma notícia que considero extraordinária. Dizia a pivot da SIC Notícias que um grupo de jovens tinha destruído um hectare de milho transgénico numa manifestação ali para os lados de Silves. Efectivamente, eram jovens. Mas o que as imagens mostraram nada tem a ver com uma manifestação. Poderia chamar-lhe crime, mas estaria a dar um estatuto demasiado elevado aos manifestantes, como tal, prefiro chamar-lhe freak show.

Um bando de freaks foi a Silves destruir a fonte de rendimento de uma família que cometeu um erro: trabalhar bem. Trata-se de uma plantação de milho transgénico, devidamente, planeada, autorizada e acompanhada pelas autoridades competentes.
Os freaks destruíram o sustento do agricultor proprietário e dos respectivos trabalhadores e destruíram muito mais. Não há dor maior para um agricultor, que perder uma colheita. A única vez que vi o meu avô chorar foi quando um incêndio (provavelmente, provocado por um qualquer outro freak) lhe destruiu um pequeno olival. Não é só o valor material da perda, é o suor, é o sacrifício que a agricultura obriga. É o prazer de fazer algo nascer, crescer e produzir. No caso do meu avô para poder dar, no caso desta família algarvia, para poder comer.
E é isto que os freaks não percebem. Não percebem o significado destas palavras porque viver é fácil - em Portugal subsidiam-se os inúteis. Difícil é viver com dignidade.
A pérola da reportagem acontece quando, depois de destruírem o campo de milho, aparece um freak a troçar de um agricultor. Freak, és um triste.
Agora que a GNR não conseguiu impedir o mal maior (se o tivesse conseguido não faltariam as vozes a condenar a violência contra os coitadinhos do costume), resta acreditar que a justiça funcione.
2 comentários:
E será que a justiça vai funcionar?
Para já, assistimos a um fogo cruzado sobre os freaks. Até o PR comentou, e bem, este atentado.
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